O homem x máquina

Com a revolução industrial, iniciamos o processo de subutilização do ser humano. Máquinas a vapor realizavam o trabalho pesado e aumentavam a capacidade produtiva de uma empresa.

Anos se passaram e tivemos chegada da indústria automobilística com um sistema produtivo que permitia a fabricação de um automóvel em 12 horas. Nesse sistema não havia necessidade de qualificação humana para a execução do trabalho. O funcionário não era pago para pensar e sim executar o seu procedimento pré definido. Sendo assim, pessoas eram facilmente descartadas pois podiam ser rapidamente substituídas.

Para manter a produtividade da indústria era necessário um plano de manutenção preventiva e um sistema corretivo para caso de falhas. E por que isso? Porque máquinas tinham um grande valor para indústria.

A substituição do trabalho do humano pelo trabalho automatizado utilizando máquinas ficou cada vez mais comum e de certa forma obrigatória para que empresas pudessem se manter lucrativamente competitivas no mercado.

Muitos anos se passaram e com o rápida evolução da tecnologia chegamos ao século XXI, onde passamos a conhecer grandes indústrias de softwares para diferentes áreas do mercado. Nesse ramo, as máquinas não são mais o principal ativo da empresa e sim o conhecimento intelectual de cada funcionário que acaba sendo requisito obrigatório para a construção e manutenção de um produto.

Eu escrevi esse breve texto acerca da evolução do trabalho para que possamos refletir sobre a realidade das empresa da área de tecnologia da informação.

 Você acha ruim quando te tratam como máquinas?

Ai vem a minha indignação… Se fossemos realmente tratados como máquinas, teríamos um valor ainda maior do que muitas vezes recebemos.

Máquinas recebem manutenção preventiva.

Se olharmos para a realidade de uma máquina, vemos que não se pode, ou melhor, não se deve comprometer a produção com máquinas em situações precárias, por isso elas são constantemente lubrificadas e suas peças danificadas são rapidamente substituídas.

E o local… faz diferença para garantir a produtividade efetiva de uma máquina?

Primeiro precisamos entender o conceito de efetividade, pois efetividade é a soma de eficiência (fazer certo as coisas) com eficácia (fazer a coisa certa). Resumindo: fazer certo as coisas certas.

Bom… se para produzir o meu produto eu preciso de uma máquina que execute sua operação com alta precisão, preciso levar em consideração até mesmo a condição do ar onde a máquina está instalada. Sem falar do nível de ruído e a vibração decorrente da superfície inadequada.

Conclusão

É claro que não podemos ser tratados como máquinas pois temos emoções, raciocínio próprio, necessidades fisiológicas, sentimentos e muitas outras características que nos diferem. Porém a necessidade do lucro tem cegado o empregador para com os cuidados básicos do seu principal ativo.

Muitas empresa já utilizam metodologias de trabalho, locais apropriados, flexibilidade de horário, constante qualificação do profissional entre outras ações que motivam e fazem seus funcionários se sentirem importantes e únicos.

Frase que ouvi certa vez:

A diferença de um homem e uma máquina é que as máquinas, no final do expediente, recebem manutenção. Já o homem, levanta da sua cadeira, vai para sua casa e faz sua própria manutenção.

Pensem nisso e participem dessa discussão.

3 responses to “O homem x máquina

  1. eu concordo com você, hoje em dia há fábricas onde só trabalha uma pessoa … Ela chega liga as maquinas checa se estão funcionando bem e no final do expediente ele simplesmente desliga todas e checa novamente.

  2. Adorei sua publicação e defendi sua opinião em um debate no meu curso… Devido o trabalho, não tive tempo de estudar e acabei lendo rapidamente seu texto…

  3. Adorei o artigo e concordo plenamente. Não acho que as máquinas serão capazes de nos substituir, ao menos não por inteiro. Elas nunca vão ter a capacidade de sentir emoções e de pensar e tirar suas próprias conclusões. Elas seguem ordens, são robôs.

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